Indios Warao são acolhidos na Esamaz com atendimentos na área de saúde e assistência social

  • Publicado em 14/03/2019
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35 índios venezuelanos da etnia Warao que vivem no abrigo Domingos Zaluth foram beneficiados por uma ação de responsabilidade social promovida pela Esamaz nesta quinta-feira, dia 14, na unidade do bairro do Reduto, em Belém.

Eles passaram por uma triagem que incluiu verificação dos sinais vitais, aferição da pressão arterial, orientação nutricional, teste de glicemia, toxoplasmose e hepatite B e C. Após isso todos foram encaminhados para o consultório médico, onde foram atendidos pelo Clínico Geral Tiago Castro. “Na maioria dos casos o que percebemos foram doenças relacionadas com a desnutrição”, explicou o médico. Ele também constatou problemas de virose entre as crianças e nos adultos dores abdominais e problemas de pele.

Para Alfredo Bermudes, um dos índios atendidos na ação, a carência de atendimento médico é um dos principais problemas enfrentados pelos Warao que vivem em Belém. “Nós ficamos gratos com esse tipo de ação que está sendo feita aqui pelos alunos e professores. Estar com saúde é muito importante”, disse ele

As atividades da área de saúde foram realizadas pelos cursos de Nutrição, Enfermagem, Biomedicina e Farmácia. A Academia Paraense de Biomedicina contribuiu com o evento doando 100 kits para diagnóstico da Hepatite B e 100 kits para diagnóstico da hepatite C.

Para o acadêmico de Biomedicina Ruan Almeida, foi uma experiência muito boa, pois alunos os alunos puderam ajudar quem realmente precisa. "Eles realmente necessitam desse acompanhamento médico. E ajudar o próximo é sempre importante", disse o aluno.

Os índios que precisarem de exames especializados serão encaminhados para o Instituto Evandro Chagas.

Os Warao também receberam orientações odontológicas. Foi montado um escovódromo, onde eles receberam dicas para higiene dental. “Nos constatamos que a grande parte das crianças tem cárie nos dentes. Vamos buscar uma parceria para que eles possam ser atendidos nas nossas clínicas da faculdade”, disse o professor do Curso de Odontologia, André Nascimento.

Os índios foram acolhidos na faculdade pelos alunos de Serviço Social. Já os acadêmicos de Psicologia, Terapia Ocupacional, Educação Física e Fonoaudiologia desenvolveram diversas atividades recreativas com as crianças.

Dentro da programação também foi realizada uma Mesa Redonda sobre a Crise na Venezuela, onde estiveram envolvidos os alunos de Arquitetura, Direito e Administração.

Participaram desse debate o Diretor Acadêmico da Esamaz, professor Roberto Alcântara; o Doutor em Relações Internacionais Félix Pietro; Garbier Rangel, microempresário venezuelano residente em Belém; José Gregório Valero, embaixador dos refugiados e imigrantes do Estado do Pará e a advogada Paula Thaina Ramos Braga, especialista em Direito Internacional.

Segundo José Gregório, a situação atual da Venezuela é alarmante. Os pais dele são médicos na cidade de Guanare e atualmente eles recebem apenas 5 dólares por mês. “Eles sofrem por não poder atender com qualidade os pacientes. Faltam remédios básicos. Muitos eu consigo mandar daqui de Belém”, disse ele.

A Esamaz pretende manter a parceria com os abrigos que atendem os índios Warao levando até eles os serviços de saúde e assistência social.

“Essa ação de hoje foi o primeiro passo para que possamos estender essa troca entre a academia e os indígenas que precisam tanto de assistência”, explicou o Diretor Acadêmico da Esamaz, professor Roberto Alcântara.

Christian Emanoel
Assessor de Imprensa/ Esamaz

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