I Semana Acadêmica de Fonoaudiologia da Esamaz debate sobre o Impacto acadêmico e social da área no Pará

  • Publicado em 16/11/2019
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Palestras, mesas de debates, minicursos, apresentação de trabalhos científicos e atividades culturais marcaram a I Semana Acadêmica de Fonoaudiologia da Esamaz. O evento ocorreu nos dias 12, 13 e 14 e reuniu profissionais que falaram das atuações e perspectivas da área. As programações foram no auditório do Polo Municipalidade, centro de Belém.

"Transtornos do desenvolvimento - Visão atuação interdisciplinar", foi o primeiro tema a ser debatido no evento, pela  Neuropediatra Tatiana Maroja. Segundo ela, é importante que a haja compreensão da importância da atuação interprofissional para que de fato ocorra o desenvolvimento das crianças atendidas. "Quando se traz outros profissionais da saúde para estar juntos em um evento, é a oportunidade para que a gente possa, realmente, entender que o diagnóstico e tratamento não são exclusivos de ninguém, na verdade o diagnóstico e o tratamento tem a ver com o cuidar, e o paciente está acima de tudo", afirmou.

A Fonoaudióloga Fernanda Soares palestrou sobre "A Intervenção Fonoaudiológica nos tratamentos de Desenvolvimento" e destacou a importância da intervenção quando é observado que algo não está normal. "A gente precisa atuar logo cedo. Quando mais cedo se procurar um fonoaudiólogo, da criança com alteração, melhor", disse Fernanda, que aconselhou os pais a procurarem fonoaudiólogos, caso percebam que o filho não fala nem um "mama" ou "papa", no primeiro ano de vida. "Se não vai ficar pior e as coisas vão se acumulando. A criança vai ter problemas futuros na leitura, escrita, cognitivo e por aí vai", explicou.

Alice Cristo, Terapeuta Ocupacional que se formou na primeira turma de Terapia Ocupacional da Esamaz, em 2013, finalizou as palestras do segundo dia de evento. Com o tema "Contribuição da Terapia Ocupacional para o tratamento de crianças com transtorno de desenvolvimento", ela ressaltou o quanto a Terapia Ocupacional contribui para o desenvolvimento dos pacientes. "É muito importante no sentido de desenvolver mais a independência e autonomia dessa criança, como ela poder escolher o que quer, e não só o que a gente impõe. Também para desenvolver o brincar funcional, a gente foca bastante na questão da interação, da comunicação", disse.

A coordenadora de Fonoaudiologia da Esamaz, Thaís Oliveira, explicou que a programação surgiu da necessidade de se falar sobre os transtornos de desenvolvimentos que, segundo ela, são comuns na região Norte do país. "Por isso essa mesa de debate e esse panorama da fonoaudiologia no nosso estado e também como a fonoaudiologia pode agregar, junto com às outras profissões, em prol do desenvolvimento", avaliou, parabenizando o sucesso do evento. 

Os alunos da Faculdade parabenizaram o evento. João Victor Duarte, aluno do último semestre de Fonoaudiologia da Esamaz, disse que ações como essas são importantes para agregar conhecimentos os alunos que estão entrando no mercado de trabalho, como ele. "A Instituição promover esses eventos, voltados para todos os cursos, em especial para o nosso, dá essa visibilidade para a nossa profissão e, em contrapartida, agrega valores e conhecimentos para a gente", disse o aluno.

Último dia de programação

No último dia de evento, a programação começou com a palestra da fonoaudióloga Aline Galvão, especialista em Audiologia, que falou sobre a importância da avaliação otoneurológica multifrequencial, composta por vários testes.  "O paciente chega com queixa de tontura e zumbido e, após passar pelo otorrino, ele faz os exames, uma entrevista para saber o que o paciente está sentindo para que consigamos ter, muita das vezes, até um pré-diagnóstico", explicou.

Em seguida foi a vez do fonoaudiólogo Adriel Rabelo, que é residente em Oncologia no Hospital Ophir Loyola, falar sobre a aplicação da eletroestimulação à fonoaudiologia. "Nesse procedimento o paciente consegue ter a resposta que ele precisa, em tempo hábil, para desenvolver as suas atividades diárias. Isso nos dá uma satisfação muito grande", ressaltou.

As palestra "Fronteiras da Fonoaudiologia: atuação profissional e acadêmica", ministrada pelo fonoaudiólogo e doutor em Neurociências e Biologia Celular, Nelson Abrahão.Segundo ele, a profissão e suas áreas de atuações só vem crescendo e ganhando espaço na sociedade. "A minha proposta é fazer com que o aluno tenha uma reflexão com base nas informações. Que ele se identifique cada vez mais e busque capacitação para que ele possa seguir dentro da nossa área", disse o neurocientista.

Alunos de outras Instituições de ensino também participaram da I Semana Acadêmica de Fonoaudiologia da Esamaz, é o caso de Monique Santos, que cursa o 7º semestre de Fonoaudiologia na UNAMA, e participou dos três dias de programações. "Eu sou de outra instituição e vim prestigiar esse evento da Esamaz. Essas programações foram muito importante para que as pessoas possam conhecer mais sobre as várias áreas da fonoaudiologia. Que esses eventos cresçam ainda mais", concluiu.

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