7 hábitos que prejudicam a sua memória e rendimento nos estudos

  • Publicado em 06/09/2016
  • Notícias Dicas
  • 382

Assistir as aulas é importante, estudar em casa é essencial, revisar é indispensável. Mas de que adianta tudo isso se, por mais que tente, você não consegue memorizar grande parte do conteúdo? Esquecer alguns fatos é completamente normal e faz parte do processo de armazenamento de informações do cérebro, mas há grandes chances de você ter adquirido alguns hábitos “banais” que podem diminuir a sua capacidade de memorizar novos dados.

Conheça sete desses hábitos abaixo:

1. ROTINA ESTRESSANTE

Qual a última vez que você saiu com os seus amigos, ou reservou algum tempo para curtir um hobby? Não é incomum os estudantes manterem rotinas extremamente estressantes, com horas ininterruptas de estudos. Afastam-se dos amigos, deixam de lado atividades que gostam e vivem dia após dia somente para o vestibular e o Enem. O resultado disso é o aumento dos níveis de estresse do corpo e do risco de desenvolver ansiedade e depressão.

E o que isso tem a ver com a sua memória? O estresse, a ansiedade e a depressão estão na lista dos principais inimigos dela. Os três problemas elevam os níveis de cortisol do cérebro - o chamado hormônio do estresse -, e o excesso do hormônio causa a perda de células cerebrais e de sinapses, o que leva à atrofia do hipocampo, região do cérebro responsável memória.

Por isso, reserve um tempo para relaxar. Você pode sair com os amigos, ficar com a família, praticar algum hobby ou só ficar de bobeira. O importante é se distrair um pouco e ter em mente que essas horas não são desperdiçadas, mas sim essenciais para o seu bem-estar.

2. DORMIR MAL

Dormir menos para estudar mais. Quem nunca fez isso durante a escola e o curso pré-vestibular? O grande problema é que o sono e a qualidade dele afetam diretamente as funções intelectuais, pois é durante esse período que o cérebro armazena o conhecimento e as novas experiências. Se você sacrifica suas horas de sono para estudar, pode apresentar não só alteração da memória, mas também irritabilidade, diminuição do desempenho, alteração da concentração e fadiga. A longo prazo, a privação de sono pode desencadear até mesmo depressão.

Então comece a reservar entre 7 e 8 horas do seu dia para dormir. E é preciso ser uma boa noite de sono, já que o armazenamento de novas informações acontece na fase REM (Rapid Eye Movement), a última fase do sono. Com isso, no dia seguinte, o cérebro é capaz de armazenar mais informações, e você consegue manter a concentração durante os estudos.

3. MÁ ALIMENTAÇÃO

  Da próxima vez que a sua mãe disser para você não substituir uma refeição por “besteiras” como salgadinhos e doces é bom você dar ouvidos. Já está comprovado cientificamente que o excesso de gorduras saturadas e açúcar causa a inflamação do hipocampo, área do cérebro associada à memória verbal e espacial. Além disso, pessoas que não ingerem as quantidades diárias apropriadas de vitamina B1 podem sofrer com perda de memória.

4. SEDENTARISMO
Praticar exercícios físicos de 3 a 4 vezes por semana é parte da fórmula de uma vida saudável. Quem está estudando para o vestibular e o Enem sabe que é difícil reservar um horário para praticar algum exercício, mas se você conseguir estará cuidando tanto da sua saúde quanto da sua memória.

Cientistas que estudam os efeitos da atividade física na memória descobriram que a prática de exercícios físicos ajuda a liberar substâncias químicas que protegem os neurônios e fazem com que eles durem mais. Além disso, exercícios físicos estimulam a produção de novos neurônios e aumentam a atividade cerebral. E você sabe que a perda de neurônios e a diminuição de sua funcionalidade são fatores que afetam a memória, certo?

5. PRESTAR ATENÇÃO EM MUITAS COISAS AO MESMO TEMPO

Já reparou que os seus estudos rendem menos quando você confere o celular de 5 em 5 minutos ou deixa a TV ligada o tempo todo? Pesquisadores da Universidade de Sussex, nos Estados Unidos, o uso simultâneo de dispositivos de mídia como smartphones, computadores e TVs pode estar mudando a estrutura do nosso cérebro. E essa pesquisa está de acordo com outros estudos que mostram as relações entre a atividade multitarefa e a falta de atenção, além de problemas emocionais, como depressão e ansiedade.

6. BEBIDAS ALCOLICAS
O abuso no consumo de bebidas alcoólicas é cada vez mais visível entre os jovens, ainda que a legislação proíba a venda da bebida para menores de 18 anos. Segundo uma pesquisa divulgada pela Unifesp, em 2010, 80% dos adolescentes já beberam alguma vez na vida e 33% dos alunos do ensino médio consumiram álcool excessivamente no mês anterior à pesquisa. E dentre as inúmeras sequelas do abuso no consumo de álcool está a perda de memória. 

Isso acontece porque o álcool toma o lugar da glicose nas células nervosas, sem oferecer a mesma quantidade de energia. Isso prejudica o funcionamento do cérebro e afeta o processo de memorização. E não pense que essa perda de memória é apenas pontual quem bebe grandes quantidades de álcool com frequência pode ter sequelas irreversíveis no sistema nervoso, como lapsos de memória.

7. CIGARRO

Ainda não se tem certeza se o cigarro acelera a perda cognitiva da mesma forma que a doença de Alzheimer, por exemplo. Mas é conhecido que o tabagismo é um importante fator de risco para o mau funcionamento cerebral por prejudicar o suprimento de sangue ao cérebro. Diversas pesquisas já mostraram que o declínio mais rápido das funções cerebrais - entre elas, a memória e o raciocínio lógico entre fumantes.


Fonte: Guia do Estudante